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ENTRE O SIM E O NÃO (2016)

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Ficha Técnica:

Músicos convidados:

Manu Andrade, Renata Pires e Gabi Mello: (Backing-Vocals em “Pra você me ouvir”).
J.R. Peixoto: (Piano e Hammond em “Pra você me ouvir” / Hammound em “Trégua” / Piano em “Você me fez melhor” e “Enquanto você não vem”).
Cris Simões: (Hammound em “Notivago”, “Ela foi embora”, “Enquanto você não vem” e “Tetas e Mutretas”).
Augusto Nogueira: (Backing Vocals em “Ela foi embora”, “Pra você me ouvir” / Violões em “Ela foi embora”, “Enquanto você não vem”, “Pra você me ouvir”, “Não vai ser em vão” e “Você me faz melhor” / Guitarra Adicional em “O amor em preto e branco”).
Osmar Souza: Gaita em “Trégua”
Péricles Garcia: Voz em “Trégua”
Affonsinho: Guitarra Solo em “Trégua”
Maurinho Nastácia: Voz em “Tetas & Mutretas”
Manu Andrade: Voz em “Enquanto você não vem”
Malu Rodrigues: Declamação em “O silêncio”

Arranjos: Carne Nua
Produzido por Augusto Nogueira e Carne Nua
Gravação de Baterias por Cris Simões nos Estúdio SOLO das músicas: “Notivago”, “Ela foi embora”, “Enquanto você não vem”, “Pra você me ouvir” e “Tetas & Mutretas”.
Gravado nos estúdios: SOLO e PACIFIC Studios
Mixado e Masterizado no PACIFIC Studios por Augusto Nogueira
Arte gráfica / Fotografias por Wilker Maldonado

Selecione a letra

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02 - Meio-Dia

(Gleyson Fonseca)

Hoje eu acordei e olhei o mundo da janela
Vi gente matando por 72 virgens belas
Vi dilacerada toda uma inocência
Vi o fanatismo ordenando obediência
Hoje eu acordei desejando paciência
Vi meu coração sem você em decadência
Hoje eu vi um brilho no olhar de uma criança
Vi que pode haver ainda um fio de esperança
DE MANHÃ ESTOU SOZINHO
À TARDE ESTOU ME CURANDO
A PORTA DO DIA É O CAMINHO
PARA À NOITE EU ESTAR DELIRANDO
Hoje eu acordei e vi minha alma no espelho
Refletindo minhas dores, projetando os meus medos
Ajoelhado, acorrentado… Ouça o meu apelo!
Espelho que se quebra é o azar que eu não desejo

03 - Não vale isso

(Gleyson Fonseca / Marco Coelho)

Provocação por vocação
Cifras, cifrões, milhão
Não vá dizer que você nunca
teve a minha atenção
Embora o que você disser
não vai poder me afetar
Eu acordei daquela vida
Agora eu vou falar
Mimadinha perfumada
Filhinha de papai
Futilidade, gente burra
é o que você sempre atrai
Você só pensa naquilo
que é bom pra você
Eu já tirei o time de campo
Nisso ‘cê pode crer
NENHUM ORGASMO NESSE MUNDO
VALE ISSO. FALEI.
É DOENTIO TODA ESSA OBSESSÃO
EU SEI
SEU INTERESSE É VOLÚVEL
E ASSIM, DE MIM ABRE MÃO
Fábula, parábola…
Seu mundo não é real
Rainha da quebrada
A fulaninha de tal
Era uma vez a Cinderela
Garota maioral
Vê se se liga
A vida é dura
Desça do pedestal

04 - O amor em preto e branco

(Gleyson Fonseca)

Num desses quartos de hotel
olhando pro teto pensando
Sentindo meu corpo em chamas
por você então eu chamo, baby!
Num desses quartos de hotel
e a madrugada vai passando
Sentindo meu corpo dormente
O teu nome então eu clamo, baby!
Um filme noir está passando na TV
Uma história em preto e branco
que me faz lembrar você
Não sei se estou doente
Tô demente ou coisa assim
Ouço vozes à minha porta
Está na hora de partir
PARTIR PRA VER VOCÊ
E DEIXAR PRA TRÁS O PASSADO
PARTIR PRA TER VOCÊ
AO MEU LADO

Te chamo. Me arrependo
Sofro com a tua ausência
Peço o café só pra um
Mas eu sinto a tua presença, baby!
Você é arte pura
Tão rara de se ver
Sou rascunho, sou rasura
E preciso de você, baby!

05 - Não vai ser em vão

(Gleyson Fonseca)

Quantas idas, quantas vindas
Tanta decepção
Quantos feitos, tanto riso
Quanta contradição
E você vem agora me dizer
que é melhor a gente esquecer
Mas não tem mais volta
Só acaba quando chega ao fim
Quantos sonhos, quanta gente
Estamos na multidão
Tanta luta, tantos anos
não podem ser em vão
E você vem agora me dizer
que é melhor a gente esquecer
Mas não tem mais volta
Só acaba quando chega ao fim
MAS NÃO VAI SER EM VÃO
EU SEI QUE O TEMPO NÃO PODE ESPERAR
MAS NÃO VAI SER EM VÃO
EU SINTO QUE POR ISSO EU DEVO ACREDITAR
Quantas idas, quantas vindas
Tanta decepção
Tanta luta, tantos anos
não podem ser em vão

06 - Trégua

(Péricles Garcia / Gleyson Fonseca)

Estive fora por uns dias
Passaria em sua porta
Mas de nada adiantaria
Garrafas cheias. Mulheres vazias
Em caminhos óbvios
ficam pegadas digitais
Que me acusam e me condenam
a somente ver os ditos “normais”
Só é preciso uma grana
pra acabar com o drama
Pra comprar um grama
Pra deitar na cama
Pra pagar a transa
Criar a trama
QUERO TRÉGUA
QUERO DESCANSAR
QUERO BEIJO DE LÍNGUA
EM QUALQUER LUGAR

07 - Você me fez melhor

(Gleyson Fonseca)

Sim. Foi bem assim
Eu perdido em pensamentos tão ruins
Sim. Foi bem assim
Você trouxe nova vida
Me mostrou qual a saída
e ser feliz
Não. Não quero mais
Dar meia-volta inteira
e voltar atrás
Não. Não quero mais
Com você tudo é beleza rara
como a luz do teu olhar
VOCÊ ME PROTEGEU DO PIOR
VOCÊ ME FEZ MELHOR

08 - Enquanto você não vem

(Gleyson Fonseca)

Um dia de chuva
me faz lembrar
que há tempos eu espero a hora
desse dia chegar
Até parece brincadeira
achar que está tudo bem
Eu vagando pelo mundo afora
Enquanto Você não vem
AH! AH! AH! ENQUANTO VOCÊ NÃO VEM
AH! AH! AH! ENQUANTO VOCÊ NÃO VEM
Um dia de chuva
me faz acreditar
que ainda vai chegar a hora
em que o sol vai brilhar
Eu sei. O Teu amor é tão perfeito
E por mim tudo bem
Eu fico aqui só Te esperando
Enquanto Você não vem
AH! AH! AH! ENQUANTO VOCÊ NÃO VEM
AH! AH! AH! ENQUANTO VOCÊ NÃO VEM
Mas quando Você então chegar
só espero que não seja tarde
Tem tanta coisa nessa história pra mudar
Se por acaso Você ainda demorar
pode crer que eu vou sempre estar
de braços abertos a Te esperar
AH! AH! AH! ENQUANTO VOCÊ NÃO VEM
AH! AH! AH! ENQUANTO VOCÊ NÃO VEM

09 - Pra você me ouvir

(Gleyson Fonseca / Bruno Coimbra)

Não vai ser fácil como eu queria
Nem tão simples como você sempre desejou
Eu tropecei pelo caminho longo
Você, com razão se afastou
Por todo tempo em que eu caminhei
Procurei novos motivos. Mas em vão
Então eu rastejei até aqui
pra pedir o teu perdão
Um certo dia eu olhei pra trás
Vulnerável em busca de paz
Pude ver que só havia uma solução
Então eu vi que já não dava mais
correr em outra direção
Em outra direção
O QUE SE JOGA FORA ASSIM
EU SEI. NÃO TEM PERDÃO
SEI O QUE AFLIGE O TEU CORAÇÃO
EU TE CONHEÇO BEM
POR DENTRO E POR FORA
MAS SE VOCÊ TIVESSE VISTO
AO MENOS O QUE EU VI…
TODO ESSE TEMPO
A TANTA DOR EU RESISTI
PRA QUE EU CHEGASSE ILESO ATÉ AQUI
PRA VOCÊ ME OUVIR

10 - Ela foi embora

(Gleyson Fonseca)

ELA FOI EMBORA
CONTAR AO MUNDO O QUE VIVEU
ELA FOI EMBORA
E DE MIM SE ESQUECEU
Quantas vezes pensei em lhe dizer te amo
ainda que fosse tarde
Mas os sóbrios mentem
E eu gosto de dizer a verdade
Então rio da minha cara
e da saudade que invade
Confesso que às vezes choro
pra lhe causar piedade
ELA FOI EMBORA
CONTAR AO MUNDO O QUE VIVEU
ELA FOI EMBORA
E DE MIM SE ESQUECEU
Eu não tenho tempo pra um amor perfeito
Só se for mais tarde
Vou dar um jeito de manter-me vivo
Em silêncio, sem causar alarde
Eu pago os meus pecados
Minhas cinzas, minha culpa, lado a lado
Me tranco no escuro
É mais seguro pra quem foi subjugado
ELA FOI EMBORA
CONTAR AO MUNDO O QUE VIVEU
ELA FOI EMBORA
E DE MIM SE ESQUECEU

11 - O Silêncio

(Gleyson Fonseca)

O silêncio é um momento de reflexão
O silêncio é uma resposta entre o sim e o não
O silêncio é um “talvez” muitas vezes inconsciente
Mas aquele que se cala nem sempre consente

12 - Notívago (Uma ode à noite)

(Gleyson Fonseca)

Quando muito parece pouco
Quando tudo parece nada
Eu rio da solidão
E me escondo quando a noite acaba.
Me sinto bem na madrugada
Me sinto bem na multidão
É o meu abrigo. É o meu refúgio
É onde mora minha inspiração
Em ruas estreitas
Notívago saio a vagar
Mas vou embora em silêncio
Pro dia não acordar
NÃO QUERO VIVER PRA SEMPRE
SÓ QUERO VIVER O AGORA
PORQUE A NOITE É UMA CRIANÇA
MAS NÃO VOU PERDER A HORA
Quando tudo parece perdido
A noite então encontra a solução
Algum tipo de saída
Pra fugir dessa condição
Me sinto bem na madrugada
E a noite só vai dar prazer
Àqueles que não temem nada
E dão a cara pra bater
Em ruas estreitas
Notívago saio a vagar
Mas vou embora em silêncio
Pro dia não acordar
NÃO QUERO VIVER PRA SEMPRE
SÓ QUERO VIVER O AGORA
PORQUE A NOITE É UMA CRIANÇA
MAS NÃO VOU PERDER A HORA
À noite tudo se explica
À noite tudo se faz
À noite se celebra a vida
E tudo nela é tão fugaz
NÃO QUERO VIVER PRA SEMPRE
SÓ QUERO VIVER O AGORA
PORQUE A NOITE É UMA CRIANÇA
MAS NÃO VOU PERDER A HORA

13 - Tetas & Mutretas

(Gleyson Fonseca)

Inflados, falsos, mas porém belos
O que era flácido virou elo
entre o fútil e o dinheiro
que mantém vivo o puteiro
Tem muita gente o ano inteiro
sustentando a vaidade
E é com o dinheiro alheio
que se faz a “bandidage”
E tão ganhando 10 de frente
é no quesito comissão
Um por fora, mais um extra
Outra lipo-aspiração
E a oportunista pelada na revista?
Nenhuma culpa e nenhum pudor
Maquiada pra entrevista
Amante de “Seu Dotô”
E NÃO SOU BESTA NÃO
SOU NÃO “SINHÔ”
QUERO DE VOLTA MINHA DIGNIDADE
POR FAVOR.
Pra toda ação tem uma reação
Aqui essa regra não se emprega não
Corrupção nas nossas barbas
Não vai fazer nada não?
Até o vizinho também quer roubar
Nosso sustento e o moral, irmão.
Moralidade a parte
eu quero é a solução
Eu tinha muito ainda o que dizer
Mas vou ligar minha televisão
Prefiro ver um monte de silicone a falar de ladrão
Prefiro ver um monte de silicone a falar de ladrão.

ANAMNESE (2009)

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Ficha Técnica:

Produzido por Augusto Nogueira e Carne Nua
Gravado nos estúdios: SOLO, DO RAUL e PACIFIC
Gravado, mixado e masterizado por Augusto Nogueira
Engenheiro de gravação (ESTÚDIO SOLO): Alexandre Rodarte
Assistente de gravação (PACIFIC STUDIO): Cris Simões

Fotos e capa por Carol Nogueira e Kicko Campos
Auxiliar de fotografia: Cris Miranda
Projeto gráfico do encarte e contra-capa: Fernando Medeiros
Modelo da capa: Nosso “pequeno Freud”: Lucas Moraes

Participações especiais: Bauxita, Dudu Schechtel, Flavinho Jagger, D.J. A coisa e Auder Júnior.
Músicos convidados: José Renato Peixoto, Cris Simões, Glayson Reis e Augusto Nogueira.

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01 - Pecado

(Gleyson Fonseca / Marcelo Álvares)

O teu amor é atrevido e singular
É lascivo e agressivo, dá medo de encarar
O teu amor é nocivo, não dá pra respirar
Perigoso, imprevisível, não sei no que vai dar

Fugimos do paraíso
estão suspensos todos os jardins
a nossa história está fadada ao fim
E agora eu sei

O PASSADO MANCHOU O NOSSO CAMINHO
E SE PECAMOS JUNTOS NÃO VOU ME REDIMIR SOZINHO

O teu amor é inseguro, não é normal
é sedutor, é vadio, não há igual
O teu amor é indomável, é fenomenal
é mulher e é serpente, pecado original

02 - Não vá

(Gleyson Fonseca)

Escutei você dizendo que você relevou
os meus erros, os meus enganos que a noite revelou
Mas não há nada além de fuga e um tempo pra pensar
Baby, às vezes isso é preciso pra gente se inspirar

VOCÊ VEM AGORA ME PEDINDO PRA MUDAR
ESSA É A HORA PARA O MEU AMOR PROVAR
ENTÃO NÃO VÁ EMBORA

Sonhei que estava te perdendo, foi quando eu acordei
você riu da minha história, do sonho que eu contei
Carrego o mundo se preciso pra você ficar
Então baby eu lhe peço: por favor não vá

03 - Tudo o que resta

(Gleyson Fonseca / Marcelo Álvares)

Eu sei que não foi difícil pra você meu bem
de mim se afastar e também se esquecer de todo esse amor
que nem eu eu sei porque um dia acreditei
que eu pudesse encontrar

Outrora sei que fui cego de paixão, eu sei
nem mesmo percebi que não éramos dois
que não era pra ser, pois você nunca foi
Agora posso ver, eu fiquei para depois

ESPERO QUE EU POSSA ENCONTRAR
ALGUÉM, ALGUM OUTRO LUGAR QUE ME FAÇA FELIZ
POIS VOCÊ NUNCA QUIS
E ASSIM SEI QUE VOU TER UM POUCO DE PAZ
E O PASSADO QUE FIQUE PRA TRÁS
ENTÃO BABY É O QUE ESPERO E VOU SER SINCERO
PRA MIM O QUE RESTA É DIZER: JÁ NÃO DÁ MAIS
TUDO O QUE RESTA É DIZER…

Sei que não vai ser difícil para mim também
Vou me acostumar, de você quero esquecer
pois todo aquele amor que um dia eu te dei
você renegou, não quis, e agora eu sei

04 - Nem sempre inocente

(Gleyson Fonseca)

NEM SEMPRE SOU INOCENTE
O TIRO ÀS VEZES SAI PELA CULATRA
SOU BEBIDA CICUTA QUE ENGASGA
A CHAVE CERTA PARA A PORTA ERRADA

Nem sempre sou inocente, posso aprender a te amar.
Meu olhar soturno, esqueça. Eu quero é te conquistar.
Me dou por inteiro e sou carne viva também.
Posso ser seu abrigo. Quero você mais ninguém.

Nem sempre sou inocente, mas quero te encontrar.
Já que fiz minha fama, na cama vou te esperar.
Mas eu sou perigoso vivendo num labirinto.
Às vezes não sei o que penso. Às vezes não sei o que sinto.

Sou capaz de aprender.
De aprender a te amar.
Eu só preciso de uma chance para te mostrar.

NEM SEMPRE SOU INOCENTE…

Se você vem comigo eu posso te magoar.
Você corre perigo. Melhor não se arriscar.
Tem dias que sou só metade. Sou osso duro também.
Desculpe baby. Não quero ferir ninguém.

Nem sempre sou inocente. Agora vou lhe falar;
eu mudo a toda hora. Não sou de se confiar.
Às vezes sou o bem. Às vezes sou o mal.
Sou imprevisível. Às vezes um cara de pau.

Às vezes fico vulnerável e acordo no inferno.
Num desses quartos fáceis numa manhã de inverno.

NEM SEMPRE SOU INOCENTE…

05 - Nem todo crime é notícia

(Gleyson Fonseca / Marcelo Álvares)

E aí “mermão”! Já vi esse filme antes.
Se liga aê!!!

Nem todo crime é notícia
não foi capa de revista, nem destaque no jornal
o turismo nas calçadas, a impunidade
e o trabalho marginal

Nem todo crime é notícia
a impotência da polícia, a insegurança nacional
e o crime organizado, bem dotado
e munido de tamanho arsenal

Nem todo crime é notícia
a democracia moribunda foi parar no hospital
morreu de anemia, morreu de hidrofobia
e nem teve um funeral

EH! EH! OH! TÔ ADORANDO O CARNAVAL
EH! EH! OH! TÔ ADORANDO O CARNAVAL

Nem todo crime é notícia
o capitalismo do império ocidental
acorrenta, escraviza e mata
e as milícias vão à missa do outro lado do quintal

Nem todo crime é notícia
misturam comunismo com sistema ditatorial
por décadas cercam a ilha
meio século, desafetos e embargo mundial

Aqui o povo absorto preferia estar morto
é discurso mudo e banal
uma gafe atrás da outra
tripudiam sobre as vidas com mais um eufemismo presidencial

EH! EH! OH! TÔ ADORANDO O CARNAVAL
EH! EH! OH! TÔ ADORANDO O CARNAVAL

Nem todo crime é notícia
pano quente pra turista em feriado nacional
e a mídia é omissa. Ou será que é preguiça
só porque é carnaval?

EH! EH! OH! TÔ ADOTANDO O CARNAVAL
EH! EH! OH! TÔ ADOTANDO O CARNAVAL
EH! EH! OH! TÔ ADORANDO O CARNAVAL
EH! EH! OH! TÔ ADORANDO O CARNAVAL

É isso aí “cumpadi”.
Traz a pizza aê!!!
Em Brasilia 19 horas…

06 - Tanto tempo

(Gleyson Fonseca)

IMAGINEI VOCÊ À BEIRA-MAR SOBRE A AREIA QUENTE
SOB A LUA RELUZENTE IMAGINEI NÓS DOIS DIFERENTES

Tanto tempo já passou e eu pensei
que estivesse esquecido,
mas o mar e o vento me trouxeram,
aquele sonho perdido

Tanto tempo já passou e eu pensei
que não houvesse mais motivo
para acreditar que um dia
eu ainda pudesse ter você comigo

IMAGINEI…

Mas é melhor deixar assim como está.
Que as ondas levem esses momentos,
que o sol traga um novo olhar,
que a chuva regue um novo sentimento.

IMAGINEI…

07 - Dias nublados

(Gleyson Fonseca)

Se você acha que vai me intimidar
com esse seu jeito louco de me interrogar
vá se ligando, pois não tô nem aí
falta pouco pra nós deixarmos de existir

Você me sufoca com indagações
Já perdi a conta dos seus sermões
Vou pedir as contas desse lugar
Eu vou ficar sozinho. Eu quero respirar

Nunca diga que é pra sempre
Pois não se sabe o dia de amanhã

CABE A MIM AGORA FAZER VOCÊ ENXERGAR
NUNCA HOUVE “NOSSA HISTÓRIA” NEM NUNCA HAVERÁ

Vou sentir saudades, um dia valeu
Nenhum de nós sentiu frio quando escureceu
Mas um de nós não aprendeu a amanhecer
Surgiram dias nublados sem o sol pra ver

08 - Epílogo (Um dia a mais)

(Marcelo Álvares / Rogério Vaz)

Eu só queria um dia a mais
Ainda tenho o que dizer
A falta que você me faz
É impossível conceber

E agora eu não consigo preencher esse vazio em mim
Parece que vou sufocar

Eu sei que eu não vou voltar a ver você
Não é fácil entender
Porque eu sei. A vida é assim
E eu já não suporto mais a falta que você me faz

Tento não olhar pra trás
E deixo a vida acontecer
E assim, um dia a mais
É mais um dia sem você

E o tempo passa lentamente sem ao menos me dizer
Se vou estar ao teu lado quando o dia amanhecer
E não me importa se pra isso haverei de adormecer
E só acordar em outra vida com você

Eu só queria um dia a mais

Porque a vida é assim?
E eu já não suporto mais a falta que você …
Eu sei que eu …

09 - Anamnese

(Gleyson Fonseca)

Sou apenas um palhaço no picadeiro da vida
Feito um bicho adestrado
Mas eu não vou revelar minhas psicoses
A um louco diplomado

Minhas jovens rugas fazem lembrar meu pai
Mas eu não caibo em seus sapatos
Não penteio os meus cabelos
Nem fumo o mesmo tipo de cigarro

Você questiona tudo o que vê
Mas não enxerga um palmo do nariz
Se é difícil a resposta, eu penso,
Fico em silêncio. Prefiro ser feliz

Não me pergunte o que eu não sei
E eu não direi nenhuma mentira
Só sei que penso, logo, existo
Insisto e sei também que eu estou na mira

O meu jeans é sujo e os meus bolsos estão vazios
Do décimo segundo andar eu vejo a vida por um fio
Um estranho, um estrangeiro, desconhecido no mesmo covil
Outra pátria, outra língua, um território hostil

10 - O céu nos teus olhos

(Gleyson Fonseca)

Dia e noite as folhas caem com a solidão
O que eu queria era alguém que me desse a mão
Exorcizei as marcas do passado pra não ficar louco

No peito uma ferida aberta, um coração exposto
Noite e dia no inverno a procurar um rosto
Que me desse colo, afeto, um abraço, que me desse gosto

Já é primavera. Você chegou.
Já é primavera. Sei onde estou.
Já é primavera. Você chegou.
Agora é primavera e eu sei pra onde vou

O céu nos teus olhos me fez enxergar
Eu procurava uma maneira de me libertar
Pois “pra não adoecer é preciso amar”

Vou te guardar a sete chaves pra eu não esquecer
Que você é o meu abrigo, o meu amanhecer
E que os teu olhos e o teu sorriso me fizeram crescer

Perder você eu tenho medo
Já fui você, revelei segredos

11 - Da liberdade eu não abro mão

(Gleyson Fonseca)

Baby traga-me um gole
Traga-me um beijo, quero você aqui
Baby dê-me mais um pouco
Eu quero ver seu rosto antes d’eu me despedir

Eu sei que o mundo dá voltas
Sendo assim eu posso até voltar
Pra cantar novas melodias
E em teus lábios me inspirar

Tudo bem eu corro o risco
De andar na contramão
E você pode não estar quando eu voltar
Mas de ser livre eu não abro mão
Mas da liberdade eu não abro mão

12 - Sem juízo

(Gleyson Fonseca)

Me leve pro seu mau caminho
Para o meu eu já te levei
Sem juízo é bem melhor que sozinho
Então me diz, sobre você o que eu ainda não sei?

Você pode até me chamar de má companhia
Mas se você vivesse como eu vivo
Certamente você também seria

Sem juízo, quem nunca viveu?
O seu juízo, quem nunca perdeu?

Não se importe com o que vão dizer
O mundo tá mesmo desequilibrado
Cada dia, cada ano que passa
Eu me convenço de que o certo é que tá errado

E você pode até achar que eu sou má companhia
Mas se você fizesse o que eu faço
Certamente você também seria

13 - One day

(Marcelo Álvares/Augusto Nogueira)

Sometimes I don’t know why we always bleed each other
with things that we should never do
Even if I don’t want to hurt you
I know that I’ve made you cry

So I decide to go away
to live my life without you babe
I stay alone for just one day
and my heart is begging me to stay beside you again

SO I’M BACK, BACK, BACK
I AIN’T GONNA STAY ANY LONGER IF YOU GONNA TREAT ME BAD
BUT I’M BACK, BACK, BACK
AND YOU AIN’T GONNA STAY ANY LONGER IF I TREAT YOU BAD AGAIN

You’re always complaining:
“you never listen what I’m saying”
I don’t know what to do
Mabe you think this is the game that I’m playing
but I have too much to lose

So I decide to go away
to live my life without babe
I stay alone for just one day
and my heart is begging me to stay beside you again

BUT I’M BACK…

So I decide to go away to live my life,
to live my life without no one by my side day by day
I’ve been alone for just one day
and my heart is begging me to stay beside you

SO I’M BACK…

You’re always complaining…
You’re always complaining…
You’re always complaining…
You’re always complaining…

CARNE NUA (2004)

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Ficha Técnica:

Produzido por CARNE NUA e Daniel Lima

Participações especiais:
Daniel Augusto – Gaita (faixa 6)
J.R. Peixoto – teclados
Hiago Miranda – declamação (faixa 11)
Daniel Lima – guitarra adicional (faixa 4) – backing vocal
Anderson Guerra – guitarra adicional (faixa 9)

Gravado nos estúdios Rave, Genesis, Solo e Seaside Rendevouz

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01 - Não Vou Ficar Aqui

(Gleyson Fonseca / Marcelo Álvares / Daniel Canhas / Marco Coelho)

Você andou dizendo coisas por aí sobre mim
Falando mal, falando assim:
“que eu não valho a comida que você pagou”
E que o pouco que eu sei foi você quem me ensinou

Você vem me procurar pra aliviar a sua dor
Depois de ter dito poucas sobre o meu amor
Se dizendo arrependida vem pedir perdão
Vê se te manca, o seu cinismo eu não engulo não

Não vou ficar aqui pra ver você voltar e depois partir
Não vou ficar aqui
Não vou ficar aqui, deixa de ser sacana, “cê” não me faz feliz
Não vou ficar aqui

Você traz na sua bolsa alucinação
Venenos baratos, esconderijo para sua solidão
Agora é tarde pra se redimir
Eu tô em outra, de você eu já me esqueci

Não quero mais ficar com você vagabunda
Pois tudo aquilo que começa errado nunca muda
Eu já corri perigo nessa escravidão
E no fim daquele túnel, eu vejo é escuridão

02 - Por Todo O Mal

(Anderson Guerra / Gleyson Fonseca)

Saiu na chuva é pra se molhar
Siga o seu caminho é o melhor que você faz
Tá tudo alto? Tá tudo bem
Chega de conversa, a vida não dá mole pra ninguém

Se fugir é o melhor remédio
Se vender não é a solução
Insistir faz parte do seu jogo
E não há perdão

Por todo o mal que você me fez
Por todo o mal, agora é a minha vez

Não é tão tarde, não acabou
Só que agora é diferente por todo o mal que já rolou
Depois da lama, you got down

Eu digo: vem de cabeça, você avança o sinal

03 - Correndo Contra O Tempo

(Gleyson Fonseca)

Carro sem freio na ladeira
Já é manhã de segunda-feira
Vai ficar tudo legal na certa
Levo a vida de qualquer maneira, da minha maneira

Os dias passam e eu não me iludo
Pego carona em toda certeza
Vou dar um salto para o mundo
Como se fosse uma brincadeira, a minha brincadeira

Vou partir de encontro ao vento
Vou esperar o meu momento
Pois eu não posso mais viver
Correndo contra o tempo

Não faço nada que seja em vão
Já tô cansado de comer poeira
É o que mostra a televisão
Outro ano, outra chance de bobeira

04 - Entre nós

(Marcelo Álvares / Rogério Vaz / Leco Strada / Dudu Schechtel)

Estava pensando em você
Pensei em telefonar
Cheguei mais perto pra ver
Tão perto que resolvi voltar e esquecer
Mas quem vai dizer que entre nós não há nada mais?

Sua presença me faz achar que tudo é você
E o costume nos faz enxergar tudo sem querer ver
O erro é fácil de perceber
Mas quem vai dizer que entre nós não há nada mais?

Quero dizer, mas me falta voz
Esclarecer tudo entre nós
Se vou ter você ou ficarei só

Dizer se é certo e bom, se é errado ou ruim
Mas o errado pra alguém
Pode até ser muito bom pra mim
No fundo eu acho até que sim

Mas quem vai dizer
Que entre nós não há nada mais?

05 - Tão longe de mim

(Gleyson Fonseca / Marcelo Álvares / Daniel Canhas)

Não sei porque tanta vergonha de falar
Se a verdade sempre encontra o seu lugar
Pra fazer casa e então permanecer
No coração de quem sabe entender

Agora busco uma forma de encontrar
O que a memória insiste em me lembrar
Velhos lugares, seus beijos, tudo enfim
E uma maneira de trazer você pra mim

O sol é o meu inimigo
E nessa zona de perigo ele vem me consumir
O sol é o meu inimigo
E procuro um abrigo pra eu não desistir

Estou aqui na contramão
No começo do fim, tão perto de você
Tão longe de mim
Essa estrada não vou mais seguir

Não sei dizer se eu devo acreditar
Em tudo isso que você vem me contar
Então eu busco aquele beijo seu
E uma maneira de te dizer adeus

06 - Vou dar o fora

(Gleyson Fonseca / Marcelo Álvares)

Quem você pensa que é?
Vem me dizer o que eu devo fazer
Não vou deixar ninguém interferir
Sei onde quero ficar e aonde não devo ir

Não preciso que me digam para onde eu devo ir
Nem é preciso que me falem que eu não devo desistir
Mas o mundo gira e eu estarei aí

Vou sair dessa cidade, vou pra longe sem ninguém
Já apostei todas as fichas
Eu vou embora no próximo trem
Mas o mundo gira e eu estarei por aí

Mas por enquanto eu tô dando o fora, tô dando o fora daqui

Agora eu vou dar o fora,
Vou dar o fora daqui
Se eu mantiver a minha boca calada
Ou o meu zíper fechado
Eu vou é morrer de rir

Vou sair dessa cidade, vou pra longe sem ninguém
Já apostei todas as fichas
Eu vou embora no próximo trem
Na bagagem a saudade, na idade inferno astral
No coração levo bondade e nas costas um punhal
Mas o mundo gira e eu estarei por aí

Mas por enquanto eu tô dando o fora, tô dando o fora daqui

Agora eu vou dar o fora,
Vou dar o fora daqui
Se eu mantiver a minha boca calada
Ou o meu zíper fechado
Eu vou é morrer de rir

Agora eu vou dar o fora,
Vou dar o fora daqui
Se eu mantiver a minha boca calada
Minha braguilha fechada
Eu vou é morrer de rir

07 - Todo mundo quer se dar bem

(Anderson Guerra)

Tá todo mundo louco, todo mundo bobo
Todo mundo quer se dar bem
Chega de promessa, chega de sufoco
Agora eu vou querer o meu também

Eu vou entrar no jogo, eu vou sair do poço
Liberdade é só pra quem tem …

Eu vou subir no muro, eu sou osso duro
Que você agora vai ter que roer
Não vou falar a verdade, eu fujo da cidade
Eu vou pra longe no primeiro trem

Eu vou de magnata, pinta de babaca
Não importa, é só pra inglês ver

Tá todo mundo louco
Todo mundo bobo
Todo mundo quer se dar bem

08 - Todo destino

(Anderson Guerra / Rudney Galliac / Marcelo Álvares)

Você chegou tão sem pudor
E eu não pensei que fosse assim
Tão à vontade se entregou
Sorriu e disse sim

É como na paixão, tão certo de acreditar
Que nada vai apagar aquele sorriso no olhar

E eu não sei, se já sei, tudo o que sinto
E o que tenho agora pra lhe dizer
E eu não sei, se já sei, se todo destino
Me leva pra junto de você

Às vezes, tento te encontrar
E vago só, sem direção
É certo que eu vou te achar
Indescritível sensação

Parar, olhar, e então lhe ver, sentir você se aproximar
E nada, nada vai apagar, o brilho do seu olhar

09 - Contanto que você nao saiba

(Gleyson Fonseca)

Você bateu a porta na minha cara
Volta e meia me faz dar meia volta
Fico sóbrio, às vezes ébrio por você
Então desligo o rádio e vou te ver

Passos entrelaçados na calçada
Nesta porta meu coração jaz
Amarga despedida na partida
E eu nem sequer olhei pra trás

Seus passos podem me seguir
Seus verdes olhos podem até me olhar
Pode ainda uma chance existir
Posso até lhe ouvir chamar

Contanto que você não saiba
O quanto eu te quis
O tanto que eu te amava
E o quanto você me fez feliz

Você bateu a porta na minha cara
Volta e meia me faz dar meia volta
Fico sóbrio, às vezes ébrio por você
Então apago a luz e vou te ver

10 - Vai!

(Gleyson Fonseca)

Já não suporto mais esse seu lero-lero
Esse seu blá-blá-blá dzendo sempre
O que eu quero ouvir
Sua retórica ridícula não me convence mais
Fecha a matraca, dá um tempo e me deixa em paz
Já faz um tempo que eu tenho que te escutar
Me iludindo você tenta me ludibriar
Agora chega disso tudo, não aguento mais
Vê se não enrola e me mostra que “cê” é capaz

Então vai, vai, vai, muda essa regra
Vai, vai, vai, vê se se entrega
Vai, vai, vai, muda o país
Vai, vai, vai, vai ser feliz!
Vai, vai, vai, passa essa bola
Vai, vai, vai, vê se num enrola
Vai, vai, vai, eu sou civil
Vai, vai, vai, pra puta que o pariu!

Papo furado, conversa fiada
Já que não muda eu tô dando o fora
Pra algum lugar onde eu possa ter
Dignidade pra no mínimo eu sobreviver
Será que é verdade que o bem sempre vence o mal?
Porque há muito tempo vimos o mesmo final
Da mesma história reprise de um filme B
Onde o protagonista desta porra é sempre você

Vai, vai, vai …

Creio que um dia algo possa pra melhor mudar
Porém pior ainda pode ser que vai ficar
Pois se você fizer aquilo que só te convém
Aquele sonho vira utopia, e é o que se tem
Papo furado, conversa fiada
Já que não muda eu tô dando o fora
Sua eloquência fascinante não mais me seduz
Não pagarei pelos seus erros, carregue a sua própria cruz

Vai, vai, vai …

11 - Será que é o fim?

(Gleyson Fonseca)

O homem é o único animal que sabe que vai morrer
Mesmo assim paga as suas contas do mês
Faz planos pro futuro pra poder continuar
Fazendo parte desse jogo sem saber se vai ganhar

Acordar pela manhã e escovar os dentes
Da janela flagra a fuga de um delinquente
Cospe nos sapatos, compra o jornal
Na primeira página: um novo quebra-pau

Tomar o capuccino pra depois fumar
No trânsito caótico, perdão pra se comprar
Do arranha-céu da praça popular
Um super-homem decide que vai voar

Será que é o fim do mundo? Oh, não!
Será que é o fim?
Será que é o fim do mundo? Oh, não!

As gravatas se misturam num trasnporte vertical
Dia a dia engarrafado, vida pseudo-normal
Você segue dogmas de uma dinastia burra
Abdica dos direitos pra não ir parar na rua

Você engole sapos e aborta os seus sonhos
Aceita acintes todo o tempo do patrão tirano
E muitas vezes tem que enaltecer o tal fulano
Pra continuar no jogo sempre mendigando

Chega em casa sufocado, liga a TV
Sem saber que foi um lapso começa a se entreter
O que se vê é guerra e você tenta entender
Se é o fim dos tempos, se vai amanhecer

Será que é o fim do mundo? …

Vamos urdir os fatos? É o que se ouve e vê
Apocalipse, juízo final. Nisso você pode crer
A regêcia yankee com todo o seu arsenal
Não vai sobrar pedra sobre pedra naquele quintal

A arte imita a vida e a vida imita a arte
Na explosão na tela, na real você faz parte
Desta cena de cinema e do cotidiano
Seu inferno de Dante, seu Deus, seu engano

E o que lhe resta agora é só imaginar
O epitáfio em sua lápide, sua hora vai chegar
Herói? Desconhecido? Simples cidadão?
E você fez o que pôde em sua sacrossanta luta por pão

Será que é o fim do mundo? Oh, não!

12 - Mosquito song

(Gleyson Fonseca)

Não vou falar sobre Desmond e Molly Jones
Nem vou cantar pra sempre os Rolling Stones
Nem vou repetir balada de ninguém
Nem tenho uma cadela chamada Martha meu bem

É que aqui ninguém traz novidades
Dá pena ver meu Deus do céu quanta bobagem
Mas se o assunto é o danado do cifrão
É só dizer que fulano é sua fonte de inspiração

Mas se é assim eu também vou dar o grito
Vou entrar nessa, nesse papo de agito
Vou ser cri-cri, na sua sopa eu sou mosquito
Vou dar o trôco e até dizer que eu sou o Raulzito